Uso de Cannabis atinge nível recorde entre universitários nos EUA

10 September 2021
Um novo estudo também trouxe insights sobre o uso de alucinógenos, álcool, nicotina e outras substâncias.
10 September 2021
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Uso de Cannabis atinge nível recorde entre universitários nos EUA

De acordo com a pesquisa MTF recente, o consumo de cannabis entre universitários de 19 a 22 anos aumentou drasticamente nos últimos cinco anos e atingiu níveis recordes em 2020.

Um em cada doze universitários, ou 7,9% dos pesquisados, relatou uso diário de cannabis. Os resultados preocupam profissionais de saúde, que veem a intoxicação diária com a substância como um risco à saúde.

Possível impacto na capacidade cognitiva e no desenvolvimento cerebral

A pesquisa Monitoring the Future analisa os padrões de uso de substâncias por jovens adultos nos Estados Unidos desde 1980. E, ao longo desse período, o uso diário de cannabis na universidade tem aumentado de forma constante.

Os pesquisadores da Universidade de Michigan, responsáveis pelo levantamento mais recente, propõem uma explicação: cada vez menos jovens enxergam o consumo de maconha como nocivo. Em 1980, 75% dos entrevistados acreditavam que o uso diário de cannabis era prejudicial, e agora o número caiu para apenas 21%, o menor já registrado.

John Schulenberg, que liderou a equipe de investigação, demonstra preocupação com essa mudança de percepção. Ele destaca que o cérebro dos jovens continua em desenvolvimento até meados dos 20 anos e alerta para os possíveis efeitos negativos da maconha sobre a função cognitiva e a saúde mental de modo geral.

Padrões de consumo entre não-estudantes e o uso de outras substâncias

Entre os não-estudantes do mesmo grupo etário, o uso diário foi ainda maior — 13% em 2020, mantendo-se igual aos anos anteriores. Já quanto ao consumo anual, 44% dos universitários usaram a substância em 2020, frente a 38% em 2015. Para seus pares que não frequentam a faculdade, a prevalência permaneceu estável em 43%.

Os jovens também parecem perceber como baixo risco o uso experimental de alucinógenos, como LSD, e 8,6% dos que cursam faculdade relatam ter experimentado algum alucinógeno pelo menos uma vez. Este também é o maior número registrado desde que a MTF iniciou suas pesquisas, em 1982.

Felizmente, a prevalência do tabagismo continuou caindo nos campi dos EUA, onde apenas 4% dos respondentes admitiram ter fumado nos últimos 30 dias. A taxa de consumo excessivo de álcool também caiu significativamente em 2020. Porém, como universitários, em média, bebem bem mais do que aqueles que não frequentam faculdades, é provável que essa seja uma tendência temporária imposta pelas restrições da Covid-19.



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