Tudo o Que Você Precisa Saber Sobre Haxixe
- 1. O que é haxixe?
- 2. A história do haxixe
- 2. a. Haxixe e tabaco
- 3. A história da produção de haxixe: tambores ketama e charas
- 3. a. Os tambores de ketama
- 3. b. Charas
- 4. Como o haxixe é produzido hoje em dia
- 4. a. Como fazer haxixe: dry sift
- 4. b. Como fazer haxixe: water hash ou bubble hash
- 4. c. Como fazer haxixe: dry ice hash
- 5. Melhores e piores qualidades de haxixe
- 6. Usando a lavadora para fazer haxixe
- 7. Qual a diferença: haxixe vs maconha
- 8. Dicas para manter seu haxixe livre de mofo
- 9. Haxixe na atualidade
- 10. Conclusão
O haxixe se origina das sementes de cannabis, obviamente, mas suas origens exatas ainda são um mistério, embora saibamos que ele surgiu há milhares de anos devido ao seu uso religioso e medicinal por culturas árabes. Esse concentrado rapidamente se espalhou pelo mundo, principalmente na Europa, que atualmente é o maior consumidor de haxixe. Continue lendo para aprender mais sobre haxixe vs maconha, como fazer haxixe e muito, muito mais!
1. O que é Haxixe?
O haxixe vem do processo de separação dos tricomas, que são as glândulas de resina que contêm todos os compostos como terpenos, canabinoides e flavonoides encontrados na planta de cannabis. Ao realizar esse processo, você obtém uma massa de tricomas puros que é muito mais potente do que as flores da cannabis.
Esse processo de separação da resina é praticado há séculos e tem sido utilizado para vários fins em todo o mundo.
2. A História do Haxixe
Pode-se dizer que a história do haxixe é tão antiga quanto a história da cannabis, pois o haxixe é feito a partir dos tricomas encontrados nas plantas de cannabis, e há milhares de anos essas plantas têm sido usadas por seus benefícios medicinais e por suas fibras extremamente resistentes, utilizadas para fazer tecidos fortes.
O mais interessante sobre o haxixe é o quão pouco realmente sabemos sobre suas origens. Há muita especulação na internet, mas não temos uma data precisa, embora possamos imaginar que tenha sido por volta de 9000 a.C. na Índia. O método mais antigo de fazer esse haxixe era muito simples, porém eficaz. O povo extraía os tricomas usando mangas de couro trançado por dentro do antebraço e caminhavam pelo jardim de cannabis com os braços estendidos, roçando levemente nas flores da planta.
Ao terminar a caminhada pelo jardim, havia uma grande quantidade de glândulas de óleo em toda a manga de couro de seus braços. Para remover todos esses tricomas das mangas de couro, era necessário um pequeno faca de metal para raspar as glândulas de óleo. Eles não usavam as mãos justamente porque trabalhar com as mãos resinosas e pegajosas é extremamente difícil e pode degradar o haxixe. O calor e a pressão das mãos fariam os tricomas dissiparem ou estourarem, deixando você com menos daquele delicioso aroma e sabor.

É difícil dizer exatamente quando o haxixe surgiu, mas existem registros que datam de 900 d.C. na Arábia. Nessa época, o haxixe era consumido pela ingestão e já era amplamente difundido. Também há referências ao haxixe na literatura, como em “O Conto do Comedor de Haxixe” das 1001 Noites, que é uma história sobre um homem que gastou todo o seu dinheiro com mulheres e comeu haxixe para sonhar que era rico novamente.
À medida que o haxixe se espalhava, mais histórias surgiam, como a lenda dos hashashins (assassinos) que surgiu entre 1000-1200 d.C.. A lenda diz que assassinos persas fumavam haxixe antes de saírem em missão, e muitos historiadores dizem que foi daí que se originou a palavra haxixe.
Por volta de 1300 d.C., Marco Polo confirmou histórias não só sobre os hashashins consumindo haxixe, como também do seu uso generalizado, deixando toda a Europa curiosa sobre esse concentrado.
Avançando para 1800, o haxixe chegou à Europa, principalmente devido ao contato das tropas com o haxixe durante campanhas no Egito, e à medida que se tornava mais conhecido, o interesse europeu cresceu, com médicos e botânicos passando a promover seus benefícios.

Em 1839, um médico estacionado na Índia publicou um artigo sobre os usos da cannabis e do haxixe, considerado eficaz no tratamento de diversas doenças; Um ano depois, vários médicos passaram a usar haxixe em seus tratamentos e a recomendá-lo a seus pacientes, e em poucos anos, o uso do haxixe cresceu muito na Europa.
Com isso, a demanda por haxixe aumentou muito, fazendo com que as vendas crescessem e levando pessoas a questionar: haxixe vicia? Logo, descobriram que o haxixe em si não era viciante, mas devido à variação na potência e à queda na qualidade, poderia levar ao vício em drogas e a problemas de saúde mental.
No século XIX, com o aumento do alerta sobre os perigos do uso do haxixe, as pessoas ficaram mais conscientes dos riscos de uso frequente, resultando no surgimento de alternativas como vacinas, aspirina e hidrato de cloral, levando à queda do uso do haxixe, embora ele ainda seja amplamente utilizado em rituais religiosos, por seus benefícios medicinais e de forma recreativa no mundo todo.
Haxixe e Tabaco
O haxixe nem sempre foi fumado como é feito atualmente. Embora fumar seja uma das formas mais eficazes de consumir haxixe, isso só se popularizou por volta de 5000-3000 a.C. Fumar plantas ou ervas não era habitual até os europeus descobrirem o tabaco; mesmo tendo sido descoberto e fumado antes de 5000 a.C., levou tempo até chegar a outras partes do mundo, como a Mesopotâmia. Assim, quando o tabaco passou a ser usado globalmente, perceberam que também poderiam fumar a planta de cannabis.
3. A História da Produção de Haxixe: Tambores Ketama e Charas
Como você pode ter percebido, o haxixe não vem de um só lugar: devido a seus vários usos, surgiram diversas formas de produzi-lo. Então, como fazer haxixe? Existem vários métodos.
Os Tambores de Ketama
Marrocos está entre os maiores produtores de haxixe, e em uma pequena cidade com pouco mais de 1500 habitantes, há uma área de mais de 10 km onde a cannabis cresce livremente; essa cidade se chama Ketama e dizem que lá se produz um dos melhores haxixes do mundo.
Ketama produz haxixe desde o século XV, oferecendo um concentrado com sabores e qualidade incríveis, mas você pode estar se perguntando: Como esse haxixe é feito? Veja só.

Os berberes, produtores de haxixe da região, secam a cannabis ao ar livre quando está frio, facilitando a extração da resina. Utilizam baldes plásticos simples cobertos com uma malha de nylon, colocam a cannabis sobre a malha e cobrem para evitar a perda da resina.
Com tudo pronto, usam varas de madeira para bater na cannabis, como se fosse um tambor (daí o nome). Esse processo é uma tradição que envolve toda a família e é essencial para sua sobrevivência, pois dependem do dinheiro do haxixe para viver.

Segundo a tradição, há duas formas de finalizar o haxixe: uma usando calor para ativar os compostos e transformar na pasta escura de haxixe, geralmente exportada, e outra congelando o “pólen”, que fica parecido com kief.
Charas
Charas é basicamente haxixe feito de forma artesanal, principalmente no Afeganistão, Paquistão, Nepal e Índia. É uma das drogas mais usadas na Índia.
Esse concentrado é semelhante ao haxixe de Ketama, por exemplo, mas, ao contrário dele, o Charas é feito com a resina de plantas de cannabis frescas.
Fazer Charas é relativamente simples porque se trata de esfregar as plantas de cannabis nas mãos, mas mesmo sendo simples, é trabalhoso; leva por volta de 8 horas para produzir cerca de 7g de haxixe. No entanto, quanto mais devagar o processo, maior a qualidade do produto final.

Os produtores tradicionais de Charas selecionam as melhores flores de plantas vivas, retiram as grandes folhas e esfregam as flores entre as mãos para que a resina grude na pele; formada uma camada grossa de haxixe nas palmas, eles raspam, pressionam para ativar os compostos e modelam em bolas.
Existem outros meios de fazer Charas; por exemplo, alguns produtores vestem couro e andam entre as plantas de cannabis para que os tricomas grudem no couro, embora, como dito acima, o Charas artesanal é feito com flores selecionadas, e quanto mais devagar, melhor a qualidade. Por isso, esse método pode resultar em um produto inferior.

Charas também pode ser encontrado como temple balls, que basicamente são iguais, mas são finalizadas passando a bola de charas por uma placa de cerâmica aquecida, ativando os compostos e dando aquele brilho conhecido por quem consome haxixe.
4. Como o Haxixe é Produzido Hoje em Dia
Como acontece com tudo, a produção de haxixe evoluiu muito e foi adaptada à realidade das pessoas. Veja os métodos mais utilizados atualmente pelos produtores de haxixe.
Como fazer haxixe: Dry sift
O processo de fazer haxixe dry sift é muito similar ao método usado em Ketama: consiste em esfregar a cannabis seca sobre uma tela ou malha de nylon, permitindo que a resina passe e o material vegetal fique retido.
Para produzir dry sift, espalhe a cannabis seca na tela ou malha, e esfregue a planta por alguns minutos até aparecer uma boa quantidade de kief na parte de baixo.

Esse processo pode ser repetido até 3 vezes, mas a qualidade diminui a cada rodada. Quando estiver satisfeito com o kief produzido, use um cartão de crédito para recolher.
Assim, você terá o kief, e se quiser transformá-lo em haxixe, deve pressioná-lo usando uma prensa de pólen ou aplicar calor de qualquer outra maneira.
Como fazer haxixe: Water Hash ou Bubble Hash
Water hash é outra forma de se fazer haxixe. Quando explicamos sobre water hash, preferimos chamar de ice water hash para ficar mais visual. Pode ser feito manualmente ou com a “hash washer”; ambos usam água, gelo e agitação para separar os tricomas do material vegetal.
A água e a cannabis são primeiramente congeladas para facilitar a extração da resina, e depois agitadas; os tricomas se desprendem e afundam enquanto o material vegetal flutua. A água é então despejada em várias bolsas de filtragem (similares à malha de nylon do dry sift), separando os tricomas por tamanho.

Após recolher os tricomas nas bolsas de filtragem, eles são separados por qualidade e depois secados, prontos para consumo. Contudo, assim como no dry sift, pode-se pressionar ou aplicar calor para obter o haxixe marrom conhecido por todos.
Como fazer haxixe: Dry Ice Hash
Dry ice hash é basicamente uma combinação do water hash com o dry sift. Consiste em usar as bubble bags do water hash, seguindo o mesmo processo do dry sift.
Para fazer dry ice hash, basta congelar sua cannabis e colocá-la dentro da bolsa de filtragem junto com o gelo seco.

Assim, o gelo seco facilita a separação dos tricomas do material vegetal, e ao chacoalhar, os tricomas se separam da cannabis, passam pelo filtro e se obtém um produto semelhante ao dry sift e ao water hash.
Como já foi dito, se quiser produzir o haxixe marrom clássico, é preciso pressionar e aplicar calor, mas não é obrigatório; você pode transformar o kief em óleo de haxixe, um outro processo distinto que vale a pena pesquisar se preferir.
5. Melhores e Piores Qualidades de Haxixe
Sim, assim como carnes de alta qualidade, o haxixe possui um sistema de classificação para determinar sua qualidade. As diferentes notas são utilizadas para finalidades distintas.
Haxixes de uma e duas estrelas
- São os dois haxixes de pior qualidade
- Alto teor de material vegetal, muito escuro ou esverdeado
- Também conhecido como haxixe do fazendeiro
- Usado geralmente em comestíveis
Haxixes de três e quatro estrelas
- Um bom salto em relação ao de uma e duas estrelas
- Ainda tem um pouco de material vegetal
- Conhecido como half melt hash
- Ótimo para incrementar um bowl ou, em maior quantidade, geralmente é prensado para virar hash rosin
Haxixes de cinco e seis estrelas
- Melhor qualidade que se pode comprar ou fazer
- Sem material vegetal, apenas cabeças de tricoma
- Conhecido como full melt hash
- Melhor quando dabado em baixa temperatura para preservar o sabor
- O haxixe seis estrelas não deve deixar resíduos no seu banger
6. Usando a Lavadora para Fazer Haxixe
Se você quer fazer water hash mas não pode pagar ou não encontra uma "hash washer", pode usar sua lavadora comum, embora não seja o recomendado se você busca haxixe de alta qualidade, mas é possível se for para consumo próprio.
Veja o passo a passo para fazer haxixe na lavadora!
Passo 1
Certifique-se de que tudo está limpo e encha a lavadora com água gelada e gelo, utilizando cerca de 20-40 litros de água e 1,5-2,5kg de gelo, dependendo do tamanho da máquina.
Passo 2
Coloque sua cannabis na lavadora em um saco de filtragem com zíper, para evitar perder a valiosa resina.
Passo 3
Adicione gelo em cima do saco de filtragem, mantendo a cannabis submersa enquanto a máquina agita.

Passo 4
Deixe a cannabis hidratar por 5min, ligue a máquina por 10-20min e tenha as bolsas de filtragem já posicionadas em um balde caso queira separar a resina por tamanho.
Passo 5
Certifique-se de que o tubo de drenagem está dentro das bolsas para escoar a água nos baldes e então enxágue os sacos para concentrar o material no centro.
Passo 6
Recolha o kief e deixe secar, depois use o método de sua preferência para transformar esse kief em haxixe.
7. Qual a diferença: haxixe vs maconha
Apesar de haxixe e maconha virem da mesma planta de cannabis, existem diferenças básicas entre eles.
Fora a potência, não há muita diferença na forma de fumar. Você pode estar se perguntando: Como fumar haxixe? Ambos podem ser fumados em baseado, bong, pipe ou vaporizador, mas o haxixe é muito mais forte.

O haxixe contém níveis muito elevados de THC comparado às flores de cannabis, pois o haxixe extrai a resina das flores, eliminando todo o material vegetal. Enquanto as flores normalmente possuem 20-25% de THC, o haxixe pode ter até 60%.
Isso significa que é necessário bem menos haxixe que flores para obter efeitos psicoativos, pois você está basicamente concentrando os compostos buscados ao fumar cannabis.
8. Dicas para manter seu haxixe livre de mofo
Assim como as flores de cannabis, o haxixe também pode mofar se não for bem armazenado. Confira nossas principais dicas para manter o haxixe livre de mofo.
#1 Previna o mofo na fase de cultivo
Manter uma boa circulação de ar é a melhor maneira de evitar mofo nas plantas; a irrigação em excesso pode elevar a umidade, causando mofo, portanto, garanta boa circulação de ar. Durante a fase de floração, faça uma desfolha adequada para evitar condições úmidas sob as folhas. Como regra, é importante conseguir enxergar através da planta. Se a planta estiver muito densa na floração, aumenta a chance de botrytis, popularmente conhecido como podridão dos buds.

#2 Certifique-se de estar curando e secando seu haxixe adequadamente
O mofo geralmente é causado pela umidade no haxixe, por isso, seque e cure-o corretamente. O ideal é secar em ambiente com 35% de umidade e temperatura de 12°C.
#3 Armazene seu haxixe corretamente
Evite deixar o haxixe em ambientes quentes, prefira locais frescos. Como o mofo se propaga pelo ar, mantenha o produto em recipiente hermeticamente fechado. Se possível, armazene na geladeira, especialmente para longos períodos. Lembre-se sempre de guardar de volta na geladeira após o uso, para evitar que derreta e fique esfarelado, prejudicando o sabor pelos terpenos perdidos.
9. Haxixe na Atualidade
Já discutimos a longa e conturbada história do haxixe e algumas técnicas modernas de produção. Mas há uma grande lacuna que ainda não tocamos: os extratos. Extratos? Se o haxixe é o Pikachu, os extratos são o Charizard. Se não entendeu a referência de Pokémon, não tem problema: o que queremos dizer é que os extratos são a evolução moderna do haxixe, e formam boa parte do mercado. Estima-se que cerca de 80% de todos os produtos vendidos atualmente em dispensários legais na América do Norte sejam extratos — e esse número só cresce.
Mas afinal, o que são extratos, como são feitos e qual a diferença deles para o haxixe tradicional? Os extratos de cannabis podem ter várias formas, mas se dividem em duas categorias principais: Sem solventes e à base de solventes.
Extração sem Solvente
Como já vimos, o haxixe (ou extratos) nada mais é do que tricomas removidos do material vegetal. O método tradicional inclui esfregar as mãos, tudo dentro da categoria de extração sem solvente. Outras formas já comentadas aqui são o bubble hash e o dry sift. Mas a indústria da cannabis evoluiu muito nos últimos anos, não só no conhecimento como também nas técnicas.
Estamos vivendo uma verdadeira renascença na cultura e tecnologia da cannabis, especialmente quando falamos em extratos. Atualmente, a extração sem solvente mais comum é o Rosin.
Rosin Hash Explicado
A extração de Rosin é um processo incrivelmente simples de aproveitar os tricomas do material vegetal, sem uso de solventes. Tem ganhado muita popularidade nos últimos anos graças à facilidade, baixo custo inicial (basta um pouco de maconha, papel manteiga e uma prensa de Rosin — ou até uma chapinha, em escala pequena) e possibilidade de expansão fácil. O processo consiste em pegar um nug ou trimming, embrulhar no papel manteiga, aquecer as placas da prensa e prensar.

Basta pressionar as placas com uma boa força por alguns segundos. Ao abrir, você encontra um pouquinho de extrato Rosin já pronto para uso ou armazenamento. Mas afinal, o que é extrato Rosin?
Quando você prensa a flor entre as placas quentes, os tricomas liquefazem e escorrem para fora da flor. Esse líquido é conhecido como extrato Rosin e pode ser ainda mais refinado para remover material vegetal, resultando em um concentrado de qualidade superior. "Rosin Budder" é outro tipo de extração, onde o extrato é batido manualmente até se tornar uma cera leve e aerada.
Métodos de extração com solvente
A extração à base de solventes envolve banhar o material vegetal em algum agente químico — álcool, butano ou CO2 — para retirar os tricomas. Existem vários métodos e o produto final pode ir de um óleo grosso a uma cera leve. São divididos em dois grandes grupos: hidrocabonetos (butano, propano, hexano etc.) e solventes não-hidrocabonetos (etanol). A principal diferença é a pressão necessária para o processo. Métodos com hidrocarbonetos usam 50-150 PSI de pressão, dissolvendo totalmente os tricomas e capturando toda a essência da planta, deixando pra trás o material vegetal.
O solvente mais comum hoje é o butano, normalmente usado em isqueiros. Parece arriscado (e pode ser, se feito de forma insegura), mas se tudo for feito corretamente, o produto final é seguro para consumo.
A extração com etanol não exige pressão e é menos inflamável que hidrocarbonetos, tornando o processo mais seguro, porém, devido à carga molecular positiva do etanol, pode extrair também clorofila, óleos e ceras naturais indesejáveis, o que impacta negativamente a qualidade do produto. Por isso, a maioria dos produtores prefere o butano, gerando os chamados BHO (“Butane Hash Oil”). O BHO pode assumir várias formas no resultado final; veja as mais comuns:
- THC Cristalino (THC Diamonds) – o concentrado de cannabis mais puro, com até 99,9% de pureza
- Wax – A forma mais comum de concentrado de cannabis no mercado
- Honeycomb (Pie Crust) – textura dourada e aerada
- Budder – tipo de cera mais mole, oleosa e viscosa
- Crumble – versão mais quebradiça do budder
- Terp Sauce – o líquido rico em terpenos, subproduto da produção do THC Diamonds.
Qual método é melhor?
A resposta é: depende. Rosin é considerado o método mais seguro e simples para extrair cannabis, sem solventes ou químicos nocivos ao usuário. No entanto, métodos à base de solvente oferecem maior variedade de produtos finais, e se bem processados, são igualmente seguros.
E a live resin?
Live resin é um tipo de extração com solvente, mas com diferença principal: enquanto as extrações comuns usam buds secos e curados, a live resin utiliza buds frescos congelados. Isso gera um produto muito mais aromático, pois os terpenos não são degradados pelo processo de cura. O lado negativo é que demanda muito mais matéria-prima, encarecendo em relação aos BHOs tradicionais. No fim, a escolha é pessoal. O melhor é experimentar tudo o que o mercado oferece e ver o que você mais gosta!
10. Conclusão
O haxixe não é uma novidade, esse produto de cannabis já é feito e consumido há milhares de anos, muito antes de nós. Embora hoje tenhamos outros formatos de consumo, como shatter, moonrocks ou THC diamonds, o haxixe ainda é o produto de cannabis mais consumido no mundo.
Se você tem mais informações sobre a história do haxixe ou alguma dica para compartilhar com outros hash makers, sinta-se à vontade para deixar seu comentário abaixo!
Referências Externas
- Marijuana and hashish: perspectives on cannabis. - Chaléard, Jean-Louis. (2019).
- Hashish traffickers, hashish consumers, and colonial knowledge in Mandatory Palestine. Middle Eastern Studies. - Ram, Haggai. (2016).
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