Agência Antidoping dos EUA Não Pode Mudar Regras da Cannabis Sozinha

12 July 2021
A agência antidoping dos EUA afirma que deseja aliviar as regras sobre o consumo de cannabis para atletas.
12 July 2021
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Agência Antidoping dos EUA Não Pode Mudar Regras da Cannabis Sozinha

Os líderes da Agência Antidoping dos EUA enviaram uma carta aos membros do Congresso dos EUA em relação ao banimento de Sha'Carri das Olimpíadas, afirmando que estão pressionando para aliviar as consequências severas pelo consumo de cannabis caso não seja utilizado para melhorar a performance, mas que não podem mudar as regras sozinhos.

Uma Carta ao Congresso

A Agência Antidoping dos EUA (USADA) enviou uma carta a representantes abordando a questão de Sha’Carri Richardson. A atleta de 21 anos não irá competir nas próximas Olimpíadas após testar positivo para cannabis após sua vitória nas seletivas olímpicas. A atleta recebeu uma suspensão de 30 dias e o teste positivo anulou seu primeiro lugar nas seletivas, o que levou a USA Track and Field a retirá-la do revezamento 4x100, ação criticada pelos representantes.

A carta enviada na última sexta-feira mencionou o UFC, que não penaliza o uso de cannabis se não for para melhorar o desempenho, mas, segundo a USADA, as Olimpíadas são regidas pelo Comitê Olímpico e Paralímpico dos EUA, então não podem seguir o mesmo caminho. Na carta, a USADA afirma que a maioria dos governos tem sido muito relutante em retirar a cannabis da lista de substâncias proibidas e aponta que, em 2004, quando a cannabis foi incluída na lista, o governo dos EUA foi um dos maiores defensores da inclusão.

Richardson Aceitou Voluntariamente a Sanção

Especialistas afirmam que a carta citou a lista de substâncias proibidas para demonstrar que o governo dos EUA ainda não quer remover a cannabis da lista, portanto, qualquer tentativa de reverter a punição resultaria em uma suspensão ainda mais longa. A Agência Mundial Antidoping (WADA) afirma que a proibição da cannabis é um estresse desnecessário na vida dos atletas, a regra é antiquada e deve ser mudada, já que a cannabis é legal em mais de 19 estados nos EUA e ao menos descriminalizada em mais de 35 países ao redor do mundo. 

Em resposta, a USADA mencionou que a maioria dos governos tem sido muito relutante em remover a cannabis da lista de substâncias proibidas por razões de saúde pública e que ainda vai demorar até que as pesquisas necessárias sejam concluídas e que possam avaliar como fazê-lo da maneira mais segura possível.



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