Tipos de Maconha - As Diferentes Variedades de Maconha
- 1. Diversas opções para consumo de maconha
- 1. a. Flor
- 1. b. Comestíveis
- 1. c. Concentrados
- 1. d. Destilado
- 2. Principais tipos de maconha e efeitos
- 2. a. Indica
- 2. b. Sativa
- 2. c. Híbrida
- 2. d. Cânhamo industrial
- 2. e. Ruderalis
- 3. Thc vs cbd
- 4. Strains populares
- 5. Resumo
- 6. Faq
- 6. a. Qual a maconha mais forte?
- 6. b. Qual a strain mais forte de 2022?
- 6. c. Qual a strain híbrida mais forte?
- 6. d. Qual a melhor strain de todos os tempos?
- 6. e. Quais strains têm o efeito duradouro mais longo?
- 6. f. Qual a strain mais rara?
Assim como há mais de uma maneira de se fazer qualquer coisa (estamos falando daquele bichano peludo que acabou de comer metade das nossas mudas), também existe mais de uma forma de classificar sementes de maconha. Seja pela forma como a planta cresce, pelo modo como é consumida ou pelo impacto que causa em você – vamos dar uma olhada em todos os tipos possíveis de maconha. Leia este post, todas as suas dúvidas serão respondidas e qualquer termo complicado vai fazer parte do seu repertório como de um verdadeiro expert.
Vamos começar nossa revisão dos tipos de maconha pelos vários produtos que um consumidor pode encontrar num dispensário (ou na mochila daquele ‘amigo’), depois seguimos para a controversa distinção entre Indica e Sativa, falamos sobre variedades com alto teor de THC e ricas em CBD, e terminamos com uma breve excursão pelo vasto universo das strains comerciais.
Diversas Opções para Consumo de Maconha
Por séculos, a maconha, também conhecida como marijuana, erva ou simplesmente maconha, foi consumida de forma natural: as pessoas fumavam as flores e folhas secas da planta. Outro método tradicional muito usado era fumar haxixe, ou resina de maconha.
No século XIX e início do XX, a medicina ocidental utilizava vários tinturas e óleos à base de maconha vendidos em farmácias. A partir de 1930 – quando a ‘ervinha do diabo’ foi proibida como ‘droga perigosa’ – voltamos basicamente ao fumo, sem opções alternativas.
Felizmente, à medida que mais países e estados legalizam a maconha, vemos uma infinidade de novos produtos e métodos de consumo surgindo, inclusive no mercado ilegal.
Flor
Sem dúvidas a forma mais popular de consumo de marijuana, as flores secas (buds) são presença garantida em qualquer dispensário. Depois de moer, você pode enrolar um baseado (joint) ou colocar no bowl de um cachimbo, bong ou narguilé (chillum). Alguns fumantes, especialmente na Europa, misturam a maconha com tabaco e fazem um ‘spliff’ ou usam uma folha de tabaco seco (ex: charuto) e enrolam um ‘blunt’. Você também pode vaporizar buds com um vaporizador de mesa ou portátil (vaporizador).

Mercados legais costumam oferecer flores bem aparadas, com tamanho e textura uniforme, enquanto traficantes podem vender produtos de qualidade inferior – à vezes prensadas (para transporte e armazenamento discretos, o ‘prensado’), mistura de materiais da planta (‘mixer’ ou ‘shake’), ou mesmo contendo folhas, sementes e pequenos galhos.
Prós
Flores de maconha são amplamente acessíveis e apresentam uma enorme variedade de sabores, potências, cores e texturas. O efeito é sentido rapidamente, proporcionando alívio quase imediato dos sintomas e permitindo interromper o uso antes do efeito ficar forte demais. Buds são considerados um produto “full-spectrum” (espectro completo), contendo toda a gama de fitocompostos da planta. Muitos valorizam esse aspecto porque canabinoides, terpenos e outros componentes agem em sinergia, influenciando tanto o efeito recreativo quanto medicinal.
Contras
Fumar buds não é o método mais saudável, principalmente para usuários medicinais e pessoas com problemas pulmonares. Entretanto, a vaporização elimina este risco. Além disso, é difícil controlar a dosagem de forma precisa usando buds. Cada parte da flor contém níveis levemente diferentes de tricomas, canabinoides e terpenos. Usuários que precisam de doses exatas, em miligramas, não encontram nas flores a melhor opção.
Comestíveis
A ingestão oral da maconha é conhecida há séculos, mas não era popular até recentemente. Uma exceção são os brownies de maconha (space cakes) vendidos nos coffeeshops de Amsterdã desde os anos 1970. A legalização da marijuana medicinal e recreativa em estados dos EUA mudou esse cenário, e agora produtos comestíveis estão na moda. Comestíveis de maconha produzem um efeito bem mais intenso, porque o modo como o corpo processa o THC é diferente, convertendo-o em 11-hidroxi-THC ao passar pelo sistema digestivo.

Assim como o THC, esse metabólito também se liga aos receptores CB1 do sistema endocanabinoide no cérebro, produzindo um efeito de ‘high’. Contudo, o efeito é mais forte e prolongado. Os compostos ativos da planta, como o THC, são lipossolúveis, por isso, para preparar comestíveis, é preciso primeiro infundir óleo ou manteiga com a cannabis. Além disso, o THC precisa ser descarboxilado (ativado) por calor. Depois disso, basta usar o óleo ou a manteiga em qualquer prato que use esses ingredientes.
Produtores de canábis legal também oferecem gomas de mascar, balas de goma, balas, xaropes e até bebidas. Como não é possível dissolver THC em água, as bebidas usam uma técnica chamada nanoemulsão.
O efeito dos comestíveis leva cerca de 1 ou 2 horas para ser sentido, mas dura muito mais tempo.
Prós
Entre os vários tipos de maconha, os comestíveis são, provavelmente, a opção mais saudável e discreta. Seu efeito prolongado é ótimo para quem busca alívio estendido de sintomas medicinais.
Contras
Como o efeito demora a aparecer, é fácil exagerar. Pacientes com náuseas podem ter dificuldade em ingerir comestíveis. Eles também são famosos pela potência: muitos subestimam e acabam tendo experiências intensas. Se você é iniciante, siga a regra: vá com calma e devagar.
Concentrados
Concentrados são produzidos a partir da planta de maconha de forma que resultem somente em canabinoides (compostos ativos) e terpenos (aromáticos), em formato concentrado. O restante do material vegetal pode ser descartado. Existem vários métodos de extração: extração com CO2, butano, rosin (calor e pressão ao mesmo tempo), etc.
Independentemente do método, os concentrados são muito mais potentes que o material original. Buds de um strain potente podem conter 20% de THC, enquanto um concentrado pode chegar facilmente a 80%.
Os concentrados evitam a inalação da fumaça de tecidos inertes da planta. Além disso, seus níveis altos de THC e outros canabinoides atraem pacientes medicinais que precisam se medicar com frequência ou já desenvolveram tolerância. Para usuários ocasionais, uma tragada pode ser suficiente, e há preocupação crescente de que o uso habitual desses produtos potentes pode causar dependência mais facilmente.
Concentrados podem ser soltos e em pó, líquidos, semissólidos ou sólidos. Confira as descrições das variedades mais populares.
Wax
Parecendo cera de abelha ou de ouvido, esse concentrado é viscoso, elástico (ou mais seco e quebradiço) de cor amarelada. É fácil de manipular: basta pegar com uma espécie de ‘palito’ de metal e colocar no ‘nail’ aquecido de um dab rig. Depois, é só inalar o vapor.
Shatter
Shatter é um concentrado sólido mais rígido que wax. Quebra facilmente. O uso é similar – em dab rig –, mas shatter é mais difícil de manusear pois se esfarela fácil e não gruda.
Óleos
Óleos, como o BHO (butane hash oil) ou Rick Simpson Oil, são líquidos grossos e claros ou escuros que, na verdade, não contêm óleos (gorduras), só parecem oleosos. Contêm basicamente canabinoides, terpenos e traços de solventes (butano ou álcool). Podem ser usados na comida, consumidos sublingual ou vaporizados em vapes próprios para concentrados líquidos.
Cápsulas
Cápsulas se assemelham mais a comestíveis do que a concentrados, pois THC, CBD e outros canabinoides estão dissolvidos em óleos vegetais. O diferencial é que você ingere diretamente com água, enquanto com comestíveis incorpora na comida. Cápsulas são provavelmente a maneira mais discreta de consumir, já que ninguém vai reparar.
Tinturas
Tinturas são uma antiga forma de medicação oral. Usam geralmente álcool, excelente solvente de THC e canabinoides, mas também podem usar glicerina, sozinha ou combinada com álcool. A absorção sublingual é rápida – cerca de 15 minutos –, pois os vasos sanguíneos embaixo da língua levam os ativos direto à corrente sanguínea. Se adicionar a comida, o efeito é igual ao dos comestíveis.
Hash
Entre os concentrados, o haxixe é o mais antigo. É fácil coletar resina da maconha, como agricultores fazem há séculos: basta rolar as flores frescas nas mãos até a resina grudar, formando uma bola escura – o chamado ‘hash de mão’ ou ‘hash de dedo’.
Outra forma é usar flores secas em uma peneira para recolher tricomas (as glândulas de resina). Esse hash seco ou kief é solto e claro, e às vezes prensado em blocos para facilitar o armazenamento.

Semelhante ao kief é o ice hash ou hash de água gelada, também chamado de ‘bubble hash’ porque borbulha ao ser aquecido. Tem visual semelhante – massa solta de tricomas clara –, mas o método é diferente: coloca-se buds frescos ou secos e folhas ‘açucaradas’ num balde com água gelada, tornando os tricomas quebradiços e liberando-os quando se mexe a mistura. Os tricomas são então coletados por peneiras.
Destilado
Esta é a forma mais pura de concentrado de maconha. Utiliza-se qualquer concentrado de planta inteira (como óleo de maconha) como matéria-prima, então remove-se gorduras, clorofila, ceras e também aromas e sabores – restando uma mistura inodora, porém super potente de canabinoides. O destilado pode ser usado em comestíveis, tinturas, cartuchos para vape, entre outros.
Prós
Destilados oferecem composição química e qualidade muito constantes e contêm poucas impurezas. Permitem ainda extrair canabinoides específicos a partir da mistura.
Contras
São inodoros e insípidos, custam mais caro e exigem conhecimento químico e equipamentos de laboratório para produção. O efeito de destilados pode ser forte demais para iniciantes.
Principais Tipos de Maconha e Efeitos
Dividir as plantas de maconha em Indica e Sativa é tradição antiga. Muitos entusiastas acreditam que essas duas são bem diferentes tanto no cultivo quanto no consumo. Podemos dizer que essa distinção é apenas uma referência geral, mas não deve ser seguida cegamente. Cada vez mais pesquisas mostram que muitas strains comerciais estão totalmente rotuladas de forma errada e sua genética real varia bastante.
Originalmente, os termos foram criados por botânicos para descrever características morfológicas dessas subespécies. Mas a cultura popular, não a ciência, passou a usar esses termos para falar sobre os efeitos de uma strain. Às vezes é verdade, mas nem sempre. Hoje, sabemos que terpenos—compostos aromáticos nos buds—também determinam se uma strain é energizante, relaxante ou algo entre os dois. Tanto Indica quanto Sativa possuem diferentes níveis desses compostos; efeitos não dependem apenas da aparência. Mas não se preocupe, porque, se parece um pato, nada como um pato e grasna como um pato, então é um pato (Indica/Sativa) para todos os fins práticos.

Indica
Cannabis Indica vem das montanhas do Hindukuche, no Afeganistão, e naturalmente se adaptou a um ambiente severo, favorecendo pequeno porte, estrutura arbustiva, entrenós curtos, clusters florais compactos e muita resina. Indicas amadurecem rapidamente e – por algum motivo – possuem folhas largas, arredondadas e verde-escuras.
Efeitos
Fumantes dizem que o principal efeito da Indica é o ‘body stone’ – aquela sensação de relaxamento profundo em que você não quer mover um músculo e sente ondas de euforia passando pela pele. Indicas costumam ‘colar no sofá’ e, em doses altas, dão muito sono.
Uso Medicinal
O efeito sedativo e narcótico da Indica é ótimo para quem sofre de moléstias físicas. Por relaxar profundamente, recomenda-se Indica mais à noite, pois durante o dia pode gerar fadiga e falta de motivação.
Espasmos Musculares
Muitos pacientes com esclerose múltipla relatam que a maconha medicinal alivia espasticidade, rigidez, cãibras e dores. Alguns acreditam que Indicas são melhores que Sativas para esses sintomas.
Dor
Pesquisas apontam a dor como o principal motivo de uso da maconha medicinal. Ajudaria em diversos tipos de dor, como enxaquecas, fibromialgia e principalmente dor neuropática (ex: esclerose múltipla). Indicas, por serem mais corporais, parecem melhores analgésicos.
Ansiedade
Soldados no Afeganistão que experimentaram hash local (de Indica) relatam que passaram horas alheios aos perigos do dia a dia. As propriedades ansiolíticas da Indica também são usadas em tempos de paz. Só lembre-se: doses baixas de THC reduzem a ansiedade, mas doses altas podem aumentar a ansiedade ou mesmo causar paranoia.
Insônia
Usar maconha para insônia é polêmico. Apesar de, especialmente a Indica, ajudar a dormir, a situação pode piorar quando parar de usá-la. A abstinência (mesmo leve) pode causar insônia temporária, mesmo em jovens saudáveis. Use com cautela!
Cultivo
Por gerações, Indica foi um achado para cultivadores ilegais, pois em indoor são necessárias plantas compactas e de rápida floração. Além disso, essas plantas tendem a produzir buds mais densos e pesados, sendo mais recompensadoras. O ciclo curto de floração também é ideal para climas de verões curtos, onde as Sativas normalmente não amadurecem a tempo.
Sativa
Cannabis Sativa foi descrita no século XVIII por Carl Linnaeus, que conhecia só essa variedade cultivada na Europa e América: plantas altas, folhas finas e verde clara, caule fibroso, pouca resina e efeito psicoativo insignificante – semelhante ao cânhamo.
Hoje, Sativa normalmente significa outra coisa: alta, bem resinada, com buds de enorme potência. As strains Sativa do mercado atual vêm da África do Sul ou países tropicais como Tailândia, Vietnã, Colômbia, México, Havaí, etc. Essas strains são muito psicoativas, provavelmente graças ao sol tropical intenso, selecionando maconhas ricas em resina e THC. (Uma teoria diz que o THC protege a planta da radiação UV.)
Efeitos
Os efeitos da Sativa são bastante diferentes dos da Indica. Energizam, melhoram o humor e tornam a pessoa mais comunicativa, sociável, focada e motivada. Fumar Sativa à noite dificulta o sono, e de manhã pode funcionar como café. Em excesso, pode causar desorientação e tontura a ponto de desmaio.
Uso Medicinal
Os efeitos psicoativos característicos das Sativas são mais adequados para tratar condições mentais do que físicas. Porém, THC é THC: pode aliviar dores e enjoo, e nas Sativas faz isso sem te deixar letárgico. Se você curte vida ativa, vale experimentar Sativas e strains Sativa-dominantes.
TDAH
Um dos principais sintomas do TDAH é a dificuldade de concentração. Muitos afirmam que a maconha (especialmente Sativa) facilita o foco por horas.
Estímulo do Apetite
Ainda não sabemos ao certo por que a maconha nos dá tanta fome (‘larica’). Uma teoria é que o THC estimula receptores no bulbo olfativo tornando os cheiros irresistíveis. De qualquer forma, a maconha estimula o apetite mesmo em pessoas com caquexia, AIDS ou câncer.
Depressão
A propriedade animadora da Sativa pode sugerir uso antidepressivo, mas pesquisas sobre o tema ainda são escassas. Não podemos dar conselhos médicos – consulte sempre um profissional!
Cultivo
Sativa não é fácil de cultivar: em indoor ocupa muito espaço, em outdoor as tropicais costumam florescer tarde e não amadurecem na estação. Mesmo assim, têm características muito apreciadas, o que leva os breeders a cruzar Sativas com Indicas (menor porte e ciclo curto), surgindo híbridas Sativa-dominantes de fácil cultivo.
Híbrida
Más notícias para puristas de Indica e Sativa: a maioria das strains do mercado são híbridas entre as duas. Mas isso não é nada ruim.
Primeiro, misturando linhagens distantes, os híbridos são plantas extremamente vigorosas e saudáveis – esse efeito é chamado ‘vigor híbrido’. Segundo, abrem-se combinações inéditas tanto no cultivo quanto nos efeitos.

Efeitos
Descrevemos os efeitos da Indica e Sativa acima. Se você mistura as duas, o efeito costuma começar energético e eufórico (Sativa) e terminar relaxante (Indica).
Cultivo
A estrutura de arbusto aberto das Sativas, com internódios longos, geralmente não agrada cultivadores indoor por ocupar muito espaço vertical, além de plantas altas não irem bem sob luz artificial. O ciclo longo de floração das Sativas atrapalha em climas temperados.
Essas razões fazem os breeders buscarem híbridos: plantas mais rápidas e baixas, mas com efeitos que variam em todo o espectro Indica/Sativa.
Cânhamo Industrial
Como já dissemos, o cânhamo não é uma planta diferente, mas sim Cannabis Sativa. O diferencial está nos níveis e proporção de THC e CBD. Com teores baixos de THC e altos de CBD, não há apelo recreativo algum; o interesse principal no cânhamo é a fibra. Não é cultivado pelos canabinoides, mas sim como cultura industrial.

Usos
Segundo o famoso ativista Jack Herer, o cânhamo é a cultura mais versátil do mundo. Usos conhecidos há séculos coexistem com novas descobertas. Sempre surge uma nova utilidade – criatividade sem limites!
Alimentação
Sementes de cânhamo possuem exatamente os aminoácidos essenciais para a saúde humana. Nenhuma outra semente, fruta ou leguminosa tem composição tão completa; além disso, são ricas em gorduras boas. Incluir em sua dieta contribui para longevidade.
Fibras
Cânhamo é extremamente fibroso, podendo virar tecidos naturais, hipoalergênicos e duráveis. ‘Canvas’, inclusive, deriva de *cannabis*. Antigamente, frotas inteiras dependiam do cânhamo para velas e cordas. Até Napoleão guerreou com a Rússia porque os russos vendiam cânhamo ao seu inimigo, a Inglaterra.
Combustível
O óleo da semente pode ser transformado em biodiesel; sua celulose, em etanol, combustível eficiente. Qualquer resíduo vegetal possui celulose, mas a cannabis é campeã em biomassa por safra.
Materiais de Construção
As fibras do cânhamo dão resistência ao ‘hempcrete’ – material leve, forte e de baixo impacto ambiental. Os blocos ainda oferecem excelente isolamento térmico. Resistentes à umidade e totalmente atóxicos.
Benefícios Medicinais
A febre do CBD fez disparar a procura pelo composto. Só é possível suprir a demanda destilando CBD do cânhamo (que é legal em quase todo lugar, ao contrário da maconha medicinal). Ou seja, além dos usos industriais, o cânhamo também é útil terapeûticamente.
Curiosamente, alguns países da Europa, como a Itália, permitem venda de cânhamo para fumo. Esses buds, chamados ‘cannabis light’, têm teor de THC muito baixo, mas aparência e aroma semelhantes aos ‘buds’ clássicos – compactos, resinados, cheirosos. O efeito é só um leve relaxamento. Os benefícios são os mesmos de outros produtos com CBD, mas o fumo pode irritar as vias aéreas.
Cultivo
Cânhamo é uma das culturas mais fáceis. Para cultivo visando sementes, basta escolher strain adaptada ao seu clima. Quase todas as variedades (< 0,1-0,2% THC) são de floração precoce, então raramente há problemas com maturação. Para fibra, é ainda mais simples, exigindo poucos fertilizantes e adaptando-se ao espaçamento de plantio. A maior dificuldade costuma ser a legislação – autoridades veem essa cultura com desconfiança.
Ruderalis
Cannabis Ruderalis foi descrita recentemente como pequena planta selvagem e frágil encontrada na Sibéria e partes do norte da Europa. Adaptou-se a clima rigoroso e verões curtos, e, por isso, faz ciclo rápido e floresce automaticamente, ao contrário das outras variedades, que só florescem no fim do verão.
Efeitos
O teor de canabinoides do Ruderalis é muito baixo, não sendo usada para fins recreativos. O efeito existe, mas é fraco, dura pouco e exige fumar muito para sentir uma leve brisa, que passa em meia hora.
Cultivo
Com pouco valor recreativo e porte reduzido, Ruderalis foi considerada “inútil” durante muito tempo até se revelar bastante valiosa. O Joint Doctor e outros breeders pioneiros descobriram que, ao incluir um pouco de DNA de Ruderalis em outras variedades, conseguiram plantas grandes, produtivas, psicoativas e aromáticas, mas que florescem automaticamente e amadurecem rapidíssimo. Essas plantas são chamadas autoflorescentes e hoje são, provavelmente, as sementes mais populares do mercado.
THC vs CBD
Agora que todo mundo já ouviu falar do CBD e seus benefícios medicinais, há cada vez mais procura por variedades ricas em CBD. Mas ainda são nicho, pois a maioria prefere buds ricos em THC.
Na hora de escolher entre os vários tipos, a maioria observa os níveis desses dois canabinoides nos buds. Depois vêm o tipo genético (Indica ou Sativa) e o perfil de terpenos (aroma e sabor).

Strains com alto teor de THC são o “Santo Graal” dos usuários experientes e de pacientes que já têm tolerância alta, mas podem não ser adequadas para iniciantes, que podem sofrer overdoses desagradáveis. Para esses, o ideal é começar com strains de 10-15% de THC.
Algumas pessoas sentem ansiedade ou paranoia com THC em excesso. Para elas, variedades 1:1 THC:CBD podem ser ideais, pois um componente ameniza os efeitos ansiolíticos do outro. E, se você busca apenas os benefícios terapêuticos do CBD, escolha a maconha com o maior percentual possível desse canabinoide.
Strains Populares
Conhecer os diferentes tipos de maconha é importante, mas muitas vezes é mais fácil escolher uma strain que já virou clássica. Com essas variedades famosas, a potência, os efeitos e os sabores já são conhecidos, pois fazem parte do repertório global de entusiastas.
Selecionamos algumas strains frequentemente citadas nas listas das mais populares. Incluem clássicos do mercado europeu e coffee shops de Amsterdã, preferidas nos dispensários americanos e as novidades com explosão de terpenos.
| Nome da Strain | THC % | Sabor | Versão Autoflorescente |
|---|---|---|---|
| White Widow | 15-25 | madeira, flores, terra | White Widow Auto |
| Northern Lights | 16-21 | especiarias, pinho, hash | Northern Lights Auto |
| Cheese | 15-20 | cheddar, skunk, terra | Cheese Auto |
| OG Kush | 19-26 | skunk, cítrico, especiarias, pinho | OG Kush Auto |
| Sour Diesel | 18-26 | gasolina, skunk, cítrico | Sour Diesel Auto |
| Blue Dream | 17-25 | doce, blueberry | Blue Dream Auto |
| Pineapple Express | 16-26 | abacaxi, especiarias, madeira | Pineapple Express Auto |
| Girl Scout Cookies | 17-28 | cookies doces, menta | Girl Scout Cookies Auto |
| Gorilla Glue | 18-25 | gasolina, café, terra | Gorilla Glue Auto |
Resumo
Esperamos que este artigo tenha ajudado a entender como a maconha pode ser classificada por origem (Sativa/Indica), pelos diferentes produtos finais (flores, comestíveis, concentrados, etc.) e pelo teor de THC e CBD. Fácil de memorizar na próxima visita ao dispensário ou seed shop. Favoritar esta página também é boa ideia! Obrigado por ler e boas descobertas pelo mundo da cannabis!
FAQ
Qual a maconha mais forte?
As amostras mais potentes já testadas em laboratório hoje superam 30% de THC. As listas de campeões variam conforme a fonte — veja a tabela abaixo.
Aviso importante: Mesmo que você encontre essas strains em forma de sementes ou buds para venda, não significa que todas atingem esse nível absurdo de potência. Elas TÊM O POTENCIAL, mas só as melhores fenotipagens e nas mãos de um cultivador mestre chegam lá. Esperar por esses resultados em casa seria como sair pra correr de manhã e bater um recorde olímpico.
| Brownie Scout | 37,5% | Future #1 | 37,28% |
|---|---|---|---|
| The Toad | 37% | Godfather OG | Acima de 34% |
| Chemdawg | 32,13% | Strawberry Banana | 31,62% |
| Grease Monkey | 31% | Chocolate OG | Perto de 30% |
| Bruce Banner #3 | Até 30% | Pacman OG | 29% |
| 99 Problems | 28-30% | Gorilla Glue #4 | 27-30% |
| Irish Cream | Acima de 27% | White Tahoe Cookies | Acima de 27% |
| Blue Walker | 26,77% | Durban Kush | 25-27% |
| Purple Punch | Acima de 26% | Ghost Train Haze | 25-27% |
Qual a strain mais forte de 2022?
Segundo a HighTimes, o recorde mundial é do strain Brownie Scout, cultivado pela Green Thumb (Illinois), que atingiu 37,5% de THC em 2019 (recorde ainda válido em 2022). Em 2018, a strain Future #1 (7 Points Oregon) atingiu 37,28%.
Qual a strain híbrida mais forte?
Existem muitos híbridos potentes, mas um dos mais fortes e fáceis de encontrar é o Gorilla Glue #4, ou GG4. Este híbrido é presença constante nos dispensários e disponível em sementes. As plantas são altamente resinadas e alcançam facilmente 27-30% de THC. GG4 é um cruzamento de Chem’s Sister, Sour Dubb e Chocolate Diesel.
Qual a melhor strain de todos os tempos?
Depende de quem você pergunta! Como você pôde notar, existem muitos tipos de maconha e gostos pessoais variam. Alguns apreciam clássicos como White Widow, Northern Lights, Skunk #1 e AK-47, outros preferem variedades novas dos EUA, como Gelato, Bruce Banner #3 e Girl Scout Cookies. Revise este artigo e encontrará muitos desses clássicos.
Quais strains têm o efeito duradouro mais longo?
A regra geral: quanto mais forte o efeito, mais tempo ele dura. Existem exceções, claro, e há buds que dão uma onda intensa e logo passam. Mas se busca efeito duradouro, escolha as strains com THC mais alto. Ou consuma comestíveis – eles demoram para agir, mas o efeito parece não acabar.
Qual a strain mais rara?
As genéticas mais raras são as naturais, nativas de regiões isoladas e que desenvolvem perfis únicos de aroma e efeito graças ao solo e clima local. Exemplo: Ketama – pode até encontrar sementes, mas para sentir o verdadeiro sabor e aroma marroquino, só no vale de Ketama. Outros exemplos: Black African Magic, Oaxacan Highland, Malawi Gold e outras Sativas tropicais.
Links Externos
- Cannabis sativa Versus Cannabis indica: Entrevista com Ethan Russo, MD, Cannabis Cannabinoid Res., 1 jan. 2016
- Cannabis sativa e Cannabis indica versus “Sativa” e “Indica”, In book: Cannabis sativa L. - Botany and Biotechnology (pp.101-121), 2017
- Explorando concentrados de cannabis no mercado legal: perfis de usuário, potência e resultados em saúde, Addict Behav Rep., 17 ago. 2018
- Marijuana (Cannabis) e Canabinoides: O que você precisa saber, National Institutes of Health – EUA
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